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No mundo

outubro 26, 2010

SOU


Sou o começo de um amor
e o seu fim categórico
Sou alicerce, sou brumas ao vento
Sou linda por fora, pútrida por dentro
Sou dois pólos, sou doce, ácida
Amarga tal como fel, posso ser também mel
ou seu próprio céu...
Sou uma errante, sou caminho certo
Sou zelo, carinho, sou novelo...
áspero, de espinhos...
Sou rosa vermelha, lirio do campo
ou planta carnívora, sem nenhum encanto
Sou peste,sou síndrome, sou imune, sou íngreme
em levar-te às alturas, simplesmente pura
Sou livre de afetos, sou monstro, jamais me mostro
Tal como nasci, ingênua e genuína, não mais existe...
Sou estupefata, em olhar-te em enlaces e idílios
Sou meu próprio exílio, retirei-me dessa trilha
Sou falsa fragrância francesa, pouca sutileza
Sou, sou, sou, sou,sou....sou, soul!
Sou alma, mas quem quer saber de quem sou ou quem sou?
Pois o que sou só a mim compreende, alguém entende?
Enfim, sou:
S-audade ferida
O-rgulho despido
U-fania vencida

"Não tenho orgulho, nem vaidade, apenas saudade
de alguém que um dia talvez tenha sido..."

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