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No mundo

outubro 16, 2015

Tempos de ontem

"Essa ausência de mim
Quando ele me pega em seus braços..brinca de ser meu amigo..
Entre o quê de adolescente e meu juízo q se faz ausente...
Beijos selvagens, que excitam e navegam em mim..
Sem pudor..com ousadia e furor.
Enquanto musicas em desktop- desejos completos ao som do rock.
Esquece-se do tempo,  que no  tempo se perde até novo "dial", frequência de nós dois, estação própria da gente, esporádica e inebriante..q sente falta..fica latente...
Ardilmente voraz..é assim que penso nele..quando chega e o sorriso acontece, meu corpo estremece..."auto se despe"...
 à entrega do gozo intenso..
orgasmo incessante
Desejo constante...
Adoro sua liberdade...e a doçura dos "olhos vermelhos"
Meigo..sexy, meu must do pecado...juvenil , homem, menino..delicado...
De tempos de ontem que se fizeram outros..
Estranhos e conhecidos
Simultâneos e misteriosos...
Pois é assim q ele é pra mim..."



outubro 09, 2015

Você mesma

Às vezes tenho vontade de escrever um livro, uma história minha, nua e crua, seja como vômito ou quem sabe sonho. Hoje em dia parecemos tão fúteis, postando de 15 em 15 minutos bobagens ou desabafos, às vezes compartilhando piadas e modismos, num eterno looping de escravagismo digital, como se quiséssemos que todos soubessem de tudo ou quem sabe de nada, porque é claro que existem personagens, máscaras e desejo de autoafirmação.
No fundo eu me sinto uma escrava da minha idade, dos meus tempos áureos e das décadas que vivi minha mocidade. Sou escrava dos anos 80/90- do fascínio musical, da infância brincando na rua de carniça, elástico, taco, boneca de papel, comidinha, bonecas que parece que não existem mais! Sou escrava da falta de modernidade, da inocência e do medo que chegasse o ano 2000, porque eu achava que seria muito cedo para morrer (pois o mundo iria acabar!) e eu me apressei em querer realizar meus desejos femininos de casar, ter filhos e estudar... Alguns se foram pelo caminho, outros se concretizaram..Hoje são outros...
Eu sempre tenho impressão que meu romantismo não é só meu- e não falo de romantismo sentimental apenas, mas de toda esta aura oitentista que só quem viveu sabe..E talvez eu seja até metódica em tentar detalhá-lo, mas já parei pra pensar que quem viveu os 70, 60, 50 ou 40 talvez tenham sentido o mesmo. Porque talvez seja do ser humano, da idade que vai atravessando e por mais que não pareça, ela entranha em seu corpo e mente e nada nunca mais será como antes..
Sinceramente, às vezes eu fujo de mim mesma, mas quem não o faz? Muitos vivem em um mundo estranho, como já ouvi; outros não tentam descobri-lo, apenas..(vivem)..Eu confesso que tento margear entre os dois. Dois universos em uma só mente, cansei de ser politicamente correta. Cansei de ser normal e perfeitinha. Cansei de ser quem eu vislumbrei um dia ter sido..Seja para alguém ou para mim mesma. Cansei de tentar achar respostas para os acasos, o amor ou a dor. A vida é estranha, às vezes parece que queremos ser felizes, mas boicotamos a nós mesmos. Fazemos escolhas erradas e também ansiamos por coisas e pessoas erradas. Às vezes me sinto uma mocinha de 17 anos, outras uma velha de 90, com minhas rabugices, preconceitos (sim!) e manias. As pessoas nunca estão satisfeitas com nada, até porque não se tem tudo na vida. Não acredito em plenitude e felicidade completa e para sempre. Acredito que felicidade são micros e macros momentos que a compõe... Existem pessoas que tem amor e saúde, dinheiro e uma família linda, um bom emprego, mas não têm paz. Existem pessoas que têm paz, têm sorte, têm dinheiro, são realizadas profissionalmente, mas não têm saúde. Tem mulheres que estão solteiras, mas querem casar , outras que são casadas, mas que vivem de subterfúgios e invejando a liberdade alheia..Outras são apenas mulheres, livres ou não, mas que no fundo só queriam ser amadas.
Hoje alguém conversou muito comigo..Um homem muito elegante e fino, que me olhava nos olhos e de repente me vi atabalhoada, gaguejando, escondendo as unhas por fazer, sem graça, quase sem chão. Senti o rubor em minha face como há muito não acontecia. E não que tenha me atordoado ou que fosse um homem lindo de morrer..Mas de repente vi que muitas vezes não temos noção do valor que nós temos! “Ah! Mas eu me amo sim”. Ama sim- toda vez que você se menospreza e se acha pouco pra alguém ou que seu sonho é impossível. Ama sim- toda vez que fica dando moral pro passado enquanto o presente tá de caso com outra faz tempo..(Milli, amigo querido, em sua homenagem). Ama sim- toda vez que tem que recomeçar, mas fica mendigando atenção e reconhecimento de quem quer que seja que tenha te virado as costas no momento em que você mais precisou , simplesmente porque ainda acredita e acha que “ama”esta pessoa. Sim, no fundo você ama tudo o que você acha que vai encontrar em algo ou alguém, mas não entende que antes de tudo deve buscar em você mesmo este amor.
Não sei explicar o por quê, mas escrever para mim é algo que realmente me acalma e me faz transcender, como a música ou talvez a dança para quem as detém e domina. Particularmente eu adoro escrever ouvindo músicas e rascunhando em diários de papel, como este que tirei foto. É como se eu tivesse necessidade de me esvair por entre as letras e papéis (ou tela) e com isso me sinto mais inteira e liberta. Talvez estes rascunhos e notas não tenham ou estejam muito concisos e harmoniosos..Mas são pensamentos, turbilhões de palavras e insights que simplesmente fluem...
Às vezes tenho medo. Medo de não saber quem eu sou. A essência eu conheço, mas na caminhada da vida adquirimos asas, armaduras, escudos ou até mesmo nada, ficando isentos de vestimentas e fantasias. Você já se olhou no espelho e viu um estranho? (Milli de novo, rs). Pois saiba que eu sim, por inúmeras vezes. Os amigos preenchem, a música preenche, a religião e fé preenchem, filhos preenchem, Deus preenche, mas lá no fundo sempre temos uma pergunta sem resposta e um ai de sofreguidão que só você sabe . No íntimo e mais profundo do seu ser.
Por que este relatório? Não sei, me deu vontade. Sou tão falha e humana às vezes. Poucas pessoas realmente me conhecem do jeito que estou escrevendo hoje. Outros me acham bonita, inteligente, “às vezes até patricinha”, independente, chata, louca, livre, engraçada, sensual, sexy, “normalzim”, ou “ q me acho”, mas no fundo sou apenas uma mulher. Talvez diferente de algumas e iguais a tantas outras, mas mulher apenas. Cidadã, trabalhadora, arreio de família, universitária, divorciada , mãe e mulher. Mas uma coisa eu digo: amo viver e não troco a minha vida pela de ninguém. Somos únicos e privilegiados e hoje eu quero somente agradecer. “Deus, obrigada por tudo!”

Com carinho


Não desiste de mim

Ele não desiste de mim...
Mesmo depois de tentativas de desapego, na esperança que esta pessoa te odeie, como naquele trecho da música; "Magoarei mesmo assim, pra saber se é amor"..
Ele não desiste de mim...E fica quieto por não ter nada a dizer...
Ele é bonito, louco, engraçado e inteligente. Tão doce às vzs..Tão seco por assim dizer.. 
Ele é o inverso do universo que eu projetei pra mim... E não desiste..
Porque às vezes alguém insiste em permanecer em sua vida... E Ele não desiste..
(E sei que não sou o último biscoito do pacote)
 Aguenta meu choro, meus problemas e meu cotidiano insano 
Ele não desiste...
Porque diz que gosta de mim, mesmo odiando minhas maluquices..."Detentora dos assuntos sentimentais.. Que sempre "vem com uma tese própria sobre o amor"...
Ele não desiste... 
Ri de mim, enche o saco com conselhos, não é de pagar paixão, mas quando precisa apela. Porque é um grosso.
Ele não desiste: dos meus cabelos, do meu corpo e do meu prazer.. Não sei se o amo, mas já expulsei tudo de bom que existia em mim, porque tornar o amor real é expulsá-lo de você , para que ele possa ser de alguém..
 Ele não desiste... Porque ele é o vício e o verso.. Meu vício profundo... Que me perdoa , me entende, me aceita e me quer..

Mesmo que por momentos em um mundo paralelo
 Entre os lapsos de desejos e lembranças que eu aconteço

 Ele ainda não desiste...