Pesquisar neste blog

No mundo

março 29, 2015

Placebo


Não tenho mais forças

Pra falar , tentar advinhar
Talvez tenha cansado, exaurida de mim
Logo eu, que sempre lutei
Esperneei
Tateei até encontrar solidez
Nas palavras
sentimentos
Nos lamentos de amor
Nos porquês da isenção dos mesmos
 Porque hoje sou chão
terra densa, firme,
mas não tão dura assim...

Eu só queria não precisar
- ouvir-te -
em meio a meias palavras
-falar-te-
o mais do mesmo, quase precisando pedir
-olhar-
e apenas olhar
 e ouvir sua banda preferida do momento

Só pra saber se ela fala pra mim
o que  desde sempre eu senti,
 mas nunca foi.

A ilusão destruiu a utopia de nós dois
e o real consumiu ,
desgastou,
desmagnetizou a alegria e o furor

Sinto-me tão frágil
entre desejos
e lembranças do nada
e cicatrizes de solidão
 delitos no meio da noite
entre novos medos
velhos recomeços
reaprendendo o arrependimento

Que não tenho,
não sinto,
não minto
-sinuca de bico :/-

E quantas vezes um coração pode dizer sim para o não?
Já com medo da verdade
Pode até ruir de tristeza
se esconder atrás de "placebo"...



E sem medo
Deixar-te ir..Pra sempre
Antes de ouvir
a resposta imediata que sempre tive receio...

Porque ele é doce,
 sensível,
 lindo
e leve..
às vezes pesado dentro de si próprio
muitas vezes, como eu
Com medo do tempo que passa...

Entre a espada fria que corta a sanidade
e a maciez da ilusão
eternizando o presente
 no vislumbre do futuro , mesmo em solidão

Ludibriando o passado ,
consumindo momentos,
horas, semanas...
Tempos que preenchem,
o desencanto dos que se enganam...







março 02, 2015

Tem pessoas que parecem saber o que você sente e falam o que você já pensou ou quem sabe tem vontade, mas nunca tentou...Eu simplesmente amei esse texto. Não sei de quem é, mas que se intitula Antônia do Divã. Já virei fã. 


É preciso ir embora.
Ir embora é importante para que você entenda que você não é tão importante assim, que a vida segue, com ou sem você por perto. Pessoas nascem, morrem, casam, separam e resolvem os problemas que antes você acreditava só você resolver. É chocante e libertador – ninguém precisa de você pra seguir vivendo. Nem sua mãe, nem seu pai, nem seu ex-patrão, nem sua pegada, nem ninguém. Parece besteira, mas a maioria de nós tem uma noção bem distorcida da importância do próprio umbigo – novidade para quem sofre deste mal: ninguém é insubstituível ou imprescindível. Lide com isso.
É preciso ir embora.
Ir embora é importante para que você veja que você é muito importante sim! Seja por 2 minutos, seja por 2 anos, quem sente sua falta não sente menos ou mais porque você foi embora – apenas sente por mais tempo! O sentimento não muda. Algumas pessoas nunca vão esquecer do seu aniversario, você estando aqui ou na Austrália. Esse papo de “que saudades de você, vamos nos ver uma hora” é politicagem. Quem sente sua falta vai sempre sentir e agir. E não se preocupe, pois o filtro é natural. Vai ter sempre aquele seleto e especial grupo que vai terminar a frase “Que saudade de você…” com “por isso tô te mandando esse áudio”; ou “porque tá tocando a nossa música” ou “então comprei uma passagem” ou ainda “desce agora que tô passando aí”.
Então vá embora. Vá embora do trabalho que te atormenta. Daquela relação que você sabe não vai dar certo. Vá embora “da galera” que está presente quando convém. Vá embora da casa dos teus pais. Do teu país. Da sala. Vá embora. Por minutos, por anos ou pra vida. Se ausente, nem que seja pra encontrar com você mesmo. Quanto voltar – e se voltar – vai ver as coisas de outra perspectiva, lá de cima do avião.
As desculpas e pré-ocupações sempre vão existir. Basta você decidir encarar as mesmas como elas realmente são – do tamanho de formigas.
Texto: Antônia do Divã.