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No mundo

outubro 30, 2014

Detox






Desculpas pra si mesmo
Uma boa desculpa
De quem quer se convencer
Que às vezes o melhor que se tem a fazer
É só esquecer
 e deixar as coisas  acertarem...
Ando tão só em mim
E  a cabeça é bagunçada, confusa
Plena em viver o platônico,
Com medo do real e na real
Todo mundo sabe que essas histórias não caem bem
Terminam mal, se não forem cortadas
Pela raiz, pelo menos até a próxima estação
Ainda que sem chão..A gente acostuma!
Mete o pé e vê se apruma!
Você não é mais criança
Cria história, fantasia amor
Testa limites mesmo sentindo dor,
Como diz aquela música,
“Magoa  mesmo assim,
pra saber se é amor...”

Mas dessa vez é diferente
É como se fosse outra pessoa,
Uma parada meio nonsense
Não condiz com quem somos
É um mundo paralelo,
Onde voltar à tona é surreal
Dá pra tampar mais a respiração?
Menos se afogar,
Paixão parasita, doente
Demência sexual
Onde não há regras e limites
Bom senso inexiste
Mas com aura de criança
Meio lúdico, até decente
Paixão detox,
Que fica pesada,
É porque tá passada...
Não viveu o presente
Não viveu o que todo mundo diz que sente
Ficou no ar, pairando entre linhas
Dentro de um próprio universo
Musicada, fadada ao caos, flutuando em versos

Sentimentais,  paranormais
em que nos metemos..
Com  medos,
Segredos  e confissões
Riso frouxo, vício louco
Coisa de adolescente
ou de gente grande,
se é que me entende

Mas com a certeza que vai passar..

Tudo passa (Será?)
Só quero que fique bem
Tenha fé!

E té...<3 p="">

outubro 02, 2014

Perdoa

Perdoa-me, se puder
e sem pudor
se eu te perder
Não tenho o poder
de podar teu amor
Prefiro padecer e perdurar só
purgar em mim a dor de apenas desistir
De nós ...

Perdas e danos,
preciso me recompor
não quero pedestal
quero pardais
na janela, quem sabe...

Eles sim, podem
perscrutar
o que meus pensamentos
persistem
em prescrever
para mim e para você

Pendurar as "chuteiras"
me aposentar de ti
vai ser difícil, eu sei
priorizar sentimentos
proceder em prol
da tua felicidade

Ainda não encontrada...

Ponderar as palavras
para que não pereças
Pudera eu saber fazer isso
apunhalada por mim mesma
parodio minhas próprias convicções
e pago o preço

Não tornar esse amor purulento
pestilento, petardo
tento...
Paixão pandêmica
em "pandarecos"
um pandemônio
não quero...

É finito, acabou
Pandora cansou...

Me deixa aqui quieta
em meus próprios pesares
piegas e piedosos
pifados e pirados
somente equiparados
a mais fúnebre e íntima dor
de se perder um amor...