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No mundo

junho 28, 2012

O novo do mais antigo

O novo do mais antigo,  para mim hoje é amar...

Voltar a acreditar no amor é como um recomeço, com princípio, meio e talvez fim
O novo do mais, do mesmo e mais antigo dos sentimentos...
Traz alívio, tranquilidade, aguça a percepção dos sentidos e traz graça
Ao que  há muito não me fazia chorar...
A nobreza que talvez não exista de forma fidedigna, mas com a boa intenção de sempre...
Que seja um mar de rosas ou eterno, não enquanto dure, mas eterno mesmo...Além do horizonte da vida
Além do bem e do mal, além da tristeza e até da felicidade.

Pensando...

Mas eu ainda sou a favor do amor e da família. E que a força destes está diretamente proporcional ao equilíbrio dos membros que a compõem.Só que equilíbrio muitas vezes requer anulação e engano. E é aí que a porca torce o rabo. E eis que surgem os relacionamentos de aparência...


A sorte não se é tentada. A sorte é sua ou não é...E se não é, talvez seja porque não fosse tanta sorte assim pra você. E o que talvez não seja essencial para você, pode ser essencialmente vital à vida de outro alguém...


 O motivo de medo de outros pode ser a certeza da sua coragem...

Tem gente que se abate preocupado em ter que puxar rédeas incontroláveis, quando na verdade o pobre do cavalo está na dele (ainda). Mas é sempre bom ficar ligado, pois um cavalo selvagem pode ser até domesticado, mas jamais perderá seu furor pela liberdade... 

 Você conhece o poder de um amor? Ele ultrapassa a barreira da paixão, permeia em seu íntimo e pode ser até infinito, independente de espaço ou tempo. Fica cativo em nossa mente e coração e só é despertado quando enfim, já não se consegue mais brincar de ser feliz com outro alguém...mas ele precisa ser redescoberto..


 Cuidado! Por trás de palavras inocentes e escassas que te lançam, podem existir sentimentos perversos... 

junho 27, 2012

Warrior-Mirror



Jogo de palavras. Palavras que tem pulado em minha boca e sussurrado aos meus ouvidos...  

O coração...

Do que afinal vivemos, a não ser de lutas e espelhos?
Combatendo o bom combate da vida, do amor, a luta por ele, que é o motivo de idílio de tantas e tantas vidas...E entre jogos de conduta e egoísmo, traímo-nos tentando nos desvencilhar dele...

Traímo-nos, tentando olhar pelo prisma da nossa ignorância ao olharmos no espelho e acharmos que nos bastamos...Sim, acabamos nos infringindo, desesperando o que pulsa e lateja no mais profundo de nós mesmos...O amor!!

Somos guerreiros de nós mesmos, espelhados em artifícios e fulguras que tentam ludibriar nossa essência, que é amar...
Afinal quem somos? 
Guerreiros ou apenas imagens refletidas do que projetaram para nós?
Eu quero o amor, eu quero, sim, que se danem os espelhos, a não ser os únicos que são verdadeiros: seus olhos, os meus, que não nos ferem e enganam...São criaturas de bem...

ESPELHO DE GUERRA




" O desejo antigo e guardado está se rebelando, ganhando novas cores, força e certeza...
A velocidade desse desejo é
constante e perspicaz ao momento. Atinge o íntimo e mais profundo do meu ser e recebe a inspiração daquele que me encerrou em amor...
Vetou-me o sentir, o entregar-me, fechou-me os olhos...
Para que de súbito, então, voltasse como avalanche, maremoto, terremoto, furacão, ira, tesão, paixão, fome, sede, forças maiores e estúpidas.
Só ele me conhece e sempre soube de mim, das minhas verdades, das minhas loucuras, do meu modo de amar, enfim...
Posto que não nos encontremos jamais, eu sei que hoje sou a certeza de tempos incertos e sequer por um dia que seja,uma hora ou um segundo de areia, sei que iremos nos encontrar...
O tempo que urge em tomar sua dose vital de continuidade e esvair-se como numa ampulheta, este sim, há de convir a nós.
Saiba somente que para sempre e sempre e sempre e sempre e sempre e sempre e sempre e sempre, por todo sempre me lembrarei que jamais e em tempo algum pude novamente e até então, sentir a força dessa paixão que vibrou um dia..."

junho 24, 2012

Operação: Casar para sempre



Sendo assim, depois de algumas  decepções e vida de solteira por três anos, eis que ando com desejo latente de me casar novamente e esperando que agora seja pra sempre... #Rimou!
Não sei, estranho..Porque gosto de ter minha vida, individualidades e sei muito bem o que é estar casada: um saco muitas vezes. Mas agora é diferente. Confesso que tenho pensado mais no evento do que no atual marido que nem tenho ainda...rs.
Fico me imaginando de noiva, lua-de-mel quem sabe em Nova York ou Cabo Frio mesmo...Não importa.
Penso no noivo, como será e que tenho ainda três anos pela frente, pois quero me casar pela última vez aos 39 para 40, porque depois fica bem mais complicado. Antigamente  a mulher ter 40 sem ser casada ou estar divorciada  (meu caso) era sentença de solidão perpétua ou já a velhice, diga-se de passagem. Hoje sabemos que isso mudou muito e dizem as boas línguas que a idade da loba é a melhor, mas ainda acredito que depois dos 40 algumas coisas ainda "pesam".
Mas será que ando muito sonhadora e que é bobagem minha querer encontrar um amor que seja eterno enquanto dure?
Eu não desejo perfeição nem beleza, mas que seja aquele lance da "liga"  que fale mais forte. É o querer pelo bem-querer. Eu quero e pronto. Sem medo, sem condições, sem muita paixão, mas com muita consciência. É o que espero de um homem. Que consiga me vir como realmente eu sou: comum, porém certa pra ele.
Sabe o que mais detesto em homens ultimamente? Esse tal de medo. Medo de se apaixonar, medo de ficar sério o relacionamento, medo de criar expectativas, medo disso, medo daquilo. Se tem tanto medo então que fique só, porque mulheres e todas as outras pessoas normais quando estão numa relação, claro que torcem para que dê certo e o dar certo necessita de evolução e simplicidade, não coragem..Você não diz: Ah! Eu tenho coragem de ficar com ele...Então porque precisam dizer que têm medo de assumir um relacionamento?
Houve uma pessoa que escrevia muito para mim e um dia ele escreveu isso, dentre tantos outros versos:


"Você é um relicário do meu sentir, o que estou dizendo são letras que formam este mosaico e quase sem pensar eu faço este texto de tantos impulsos que não sei explicar ...
Até parece explosão de sentidos, minha epifania em vitral colorido, sem medidas, sem freios..
Quem tem coragem de amar? Quem tem coragem de dizer o que sente diante de uma ponte? É  como saltar sem cordas ou paraquedas .
Acho que entendo Ícaro e suas asas de cera ..
Você sabe voar?
Então salte!!! " (War)

Sou eu! Bely!


Você sabe quando  usa suas máscaras e principalmente para QUEM as usa. Mas para duas pessoas, talvez três, eu tenha sido o que realmente eu sou...Engraçado que não deu certo em nenhuma das duas ocasiões e n a segunda, diria que nem apaixonar-se por mim aconteceu. Quis ser a boa moça, responsável, certinha, politicamente correta, mas também com personalidade, um pouco ciumenta, exclusivista... rsrsrs  Ah! Bely, quando é que você vai aprender que homens não gostam de mulheres retrô? Talvez para pendurarem em suas estantes enquanto transam por aí com outras gostosonas e você fica dando de boa mulher, íntegra, compreensiva, perfeita. Sinceramente não consigo concluir a que ponto chegamos (ou eu tenha chegado). Fico testando personalidades para ver se dá certo. Coisa de louco. Já fui a reprimida compreensiva que aceitava todos os desaforos mas que no fundo tava louca pra dar uma porrada na cara dele, meter-lhe um chifre e esculachá-lo até ele se sentir o mais vil dos homens. Já fui a que fingia que amava, acreditava que tudo aquilo era amor, escrevia poesias para ele, pintava ele nos meus quadros, nos meus sonhos, em minhas loucuras...Tudo isso quando nos falávamos pelo telefone ou internet...Mas quando nos encontrávamos, não sei, me dava uma raiva e agonia porque era ali que eu acordava para a realidade: ele era uma invenção que ficava melhor no que eu queria acreditar e então a fúria me dominava e eu tratava ele mal, seca, indiferente, queria ele fora da minha vida. E um dia achei que ele foi quem mais me amou, mas estava errada...Sabe porque? Porque ele fazia o mesmo comigo. Pintava-me como deusa e musa, um pedestal era pouco pra mim e no momento que eu mais precisei e fui sincera, desculpando-me e pedindo perdão por tudo que havia feito...Bem, ele simplesmente ficou com a que dizia ser a melhor amiga dele...rsrsrsrs Que por sinal até hoje sofre consequências da sua queda de paraquedas, porque tentar atravessar a vida dos outros e ficar impune? Isso não existe. "Aquilo que você planta, certamente colherá!"

Bely Pandora

Dominique


Sabe quando você se compromete em escrever sobre sua vida amorosa e desiste no meio do caminho? Ou quem sabe desejava que uma parte fosse pulada? É assim que me sinto. Na verdade queria pular logo para o atual momento, que embora seja rico em detalhes e tramas de um quarteto amoroso que eu criei para mim mesma, é um momento muito vazio, de expectativas vazias, vivências carnais, que visam preencher lacunas e carências, crises existenciais, crises de identidade, minha própria crise.
Talvez não valha a pena descrevê-los, basta o que eu mesma sinto...Mas o que posso afirmar com certeza é que mediante algumas atitudes deles eu evidenciei o que era falso, vindo do que apostei que poderia dar certo, mas que no fundo nem amizade dá para suportar: egoísmo, indiferença e defesa dos próprios interesses me fizeram tomar cisma de Alfa 1. " O que nem tão verdadeiro é, mas que ainda vale a pena pagar pra ver ": este é o meu lema para  Alfa 2, porque ele me deixa em êxtase e simultaneamente faz-me sentir a pessoa que mais o repugna. Ele é seco, medroso e arrogante, mas ao mesmo tempo doce, sensível e é nos braços dele que me sinto mulher de verdade... Já Alfa 3 andou me surpreendendo e eis que depois de muito tempo já consciente de que nada mais sairia dali, essa relação deu uma reviravolta que saciou todas as minhas curiosidades que já se arrastavam ao longo de dois anos...É, ele gosta de mim...Só precisa assumir isso para si mesmo...
Os nomes? Não vou inventar. Ainda estão latentes em minha vida, presentes no meu cotidiano. Um sabe dos outros dois. Outro sabe de um. E o terceiro não sabe de nenhum. Talvez a probabilidade dos três não vingarem já não seja provável e sim certa. Então por que insistir? Não sei... Porque sinto-me promíscua e poderosa ao mesmo tempo, embora saiba com responsabilidade usufruir de tais prazeres. Sinto que existe um demônio que quer se libertar e fazer as coisas mais vis, ser o supra sumo da loucura,  o ápice da insanidade e o clímax da luxúria.
Uma puta reprimida, isso que sou. Mas jamais haverá espaço para Dominique, em tempo algum, não nesta vida e dimensão...Nunca...

Apenas Bely Pandora

junho 09, 2012

Catarina

Minha fase pós-separação foi bem instigante e cheia de surpresas. Conheci pessoas diferentes, voltei a sorrir, fiquei mais bonita, mais atraente e muito mais vibrante. Foi como uma droga, uma adolescência ao contrário, pois já tinha vinte e poucos anos, mas nunca havia curtido tanto a mim mesma quanto nesta fase. Foi um período de quebra de complexos interiores e tabus de anos de existência dentro de mim. Sabe quando você até um mês atrás pensava que iria ficar velhinha ao lado de uma pessoa e quando vê, está na cama com outro? Então, foi isso que aconteceu...E quando me vi com aquele menino, um pouco mais novo que eu, pensei em tantas coisas e em nada ao mesmo tempo, pois só queria curtir o momento. Nos conhecemos no Monte Líbano, num ensaio de escola de samba (pré carnavalesco). Ele veio me paquerar e quando me viu pegou minha mão, beijou-a como naqueles filmes e logo em seguida se ajoelhou e beijou meu pé!  (??) Claro que ele não estava bem , mas confesso que achei sexy e perturbador, simultaneamente. Claro que ficamos juntos e durante a semana ele me ligou, ficamos conversando muito e resolvemos sair no fim de semana subsequente para transar. Seu nome era Marcel. Ele era meio menino, meio homem, morava sozinho em Ipanema e se achava o furacão do sexo, mas não era tudo isso, claro. Aliás, o menos dotado dos que conheci, mas sentia-se como se fosse o melhor de todos. Isso é que é valorizar o que possui e confiar no seu..."taco"...rs E não que não fosse gostosinho, mas não sei, acho que não deu liga, entende? Confesso que até gostava das suas peripécias e sua atenção, mas entre Marcel e minha nova vida muitas coisas aconteciam freneticamente e acabei passando por alguns problemas de família que ele foi super gracinha, dedicado e enfim, acabamos virando amigos de infância e cheguei até a desconfiar de sua sexualidade, por motivos diversos. Nos afastamos um pouco e um belo dia atendi ao telefone uma senhora nervosa, dizendo que era a mãe do Marcel e que ele pedira para ela me ligar pois não aguentava mais seu sofrimento e choros compulsivos querendo e chamando por mim. Foi altamente constrangedor, até porque eu vi não só como algo piegas, mas principalmente como um capricho dele com a mãe. Ali, naquele momento, eu apaguei o nome dele dos meus contatos. Quando faço isso não é porque me acho a tal ou quero desdenhar a pessoa, mas porque realmente eu não estou mais interessada nem em ser amiga desta pessoa. Decidi que não ligaria mais para ele. Para o seu bem e pelo meu, até porque eu já estava gostando de um médico no hospital que eu estagiava.
 O nome dele era Jean e  era residente de cirurgia. Não era bonito, mas um amor de pessoa e não sei, fiquei tão encantada por ele, mal sabia que a partir dali e através dele eu conheceria um dos homens que mais me fizeram sofrer por amor- Reinaldo, também médico e do mesmo hospital. Não tive nada com Jean, a não ser um beijo e um convite para irmos a um quiosque na Lagoa junto com o pessoal do hospital e foi lá que eu conheci uma das grandes paixões da minha vida, onde hoje consigo enumerar em escala e grau de insensatez:
Paixões avassaladoras:
Reinaldo: Durou um ano e pouco, paixão correspondida durante alguns meses e depois, claro, fiquei a ver navios. Com ele aprendi a ser mais cautelosa com os sentimentos, a me expor menos, amar mais a mim mesma, pensar mais racionalmente.Paguei muita paixão e tomei muito fora dele, mas consegui superar e dar a volta por cima. Hoje tenho certeza que foi ele quem perdeu e muitas coisas boas aconteceram comigo depois disso. Casei, me apaixonei outras vezes e fui feliz sim! Por alguns anos, até me perder de novo em novos sentimentos...
André: Um amor de adolescência que reencontrei na juventude. A paixão durou uns dois anos e eu o deixei por não estar mais correspondendo às minhas expectativas. Com ele pus em prática o que aprendi com Reinaldo- a me amar mais, a me expor menos, a racionalizar mais as coisas, mesmo gostando. Nunca me esqueci de André e jamais deixamos de nos falar e de nos encontrar. Mas na última vez, há uns meses atrás, senti que seria a última mesmo, pois não cabe mais este tipo de relacionamento. Ex é ex e não se fala mais nisso. Mas acho que eu o amo, não sei...Sempre pergunto a mim mesma se ele viesse a mim como quando eu o conheci, doce, sensível e apaixonado, se eu o aceitaria de volta e ainda respondo a mim mesma: SIM! Como canta Paula Toller(mais uma vez...) ♪ Procuro evitar comparações entre flores e declarações, eu tento te esquecer...A minha vida continua, mas é certo que eu seria sempre sua, quem pode me entender? Depois de você, os outros foram os outros e só...♪ Sim, ele foi o meu melhor namorado e minha maior paixão. Mais  que meus maridos, mais que todos...
Darci: uma paixão platônica, ao pé da letra mesmo! Amor calado, sofrido, impossível, pois ele era casado e era da mesma igreja que eu frequentava. Hoje eu penso que casei com outro para abafar este sentimento tão forte que sentia e ultrapassou barreiras. Foram cinco anos amando uma pessoa em segredo.Não sei se ele sabe, não sei se sentiu, se percebeu. Muitas vezes eu pensei que sim, mas talvez tivesse sido ilusão. O fato é que passou e hoje ele é um grande amigo, conversamos muito, conto segredos, ele me dá conselhos, mas nunca contei-lhe o meu maior, que foi ter sido tão apaixonada por ele.
Mas voltando ao assunto Reinaldo...
Sabe quando você gosta de tudo numa pessoa? gosta do jeito de pegar, de tocar, do cheiro, do sexo forte, da química, do toque? Era assim com ele, apesar de ele ser meio centrado e pouco expansivo, meio calado, não demonstrava muito, nosso sexo era bom, meio inusitado, em meio a cigarros e bebidas, um pouco trash, diria, mas avassalador...Mas ele teve medo de mim e eu demonstrava muito meus sentimentos. Sabe, depois dele prometi que não mais me envolveria com médicos... E realmente por muitos anos não me envolvi...Mas...
Esse deve ser o último capítulo.

Para esquecê-lo e através de um amigo ortopedista acabei conhecendo Graciano, um surfista a la Paulinho Vilhena( parecidíssimo!)...Lindo, inteligente, safado, gostoso, macho, sabe, daqueles que tem pegada, paulista de ribeirão Preto que estava morando aqui no Rio. Era noivo, que pena, mas vivemos intensamente nosso tesão. Não posso chamar de paixão porque não foi, mas era um tesão que poucas vezes eu senti na minha vida. Ele era todo lindo e ele ficava impressionado como a gente se encaixava tão perfeitamente. Saímos durante muito tempo, mas como eu não marco passo, resolvi seguir adiante porque dali não sairia nada e eu queria mais do que uma ou duas fodas por semana, eu queria um homem do meu lado, queria o meu homem...
Alguns anos depois ele me procurou também, mas eu já estava casada. Restou-me as lembranças da primeira vez que nos vimos. Eu estava assistindo clips com este meu amigo ortopedista e ele chegou, me apresentou e ele, meio desconfiado, sem saber se eu e Ric estávamos saindo ou éramos amigos, foi dormir. No dia seguinte meu amigo ligou dizendo que ele queria me ver e eu fiquei louca de vontade de encontrá-lo, pois achei que ele não tinha gostado de mim. Quando nos vimos dissemos poucas palavras...E nos beijamos♥

Bely Pandora

Jordana

Estava deitada em minha cama e comecei a pensar em todas as minhas paixões em quase quarenta anos de vida. Nada estranho, a não ser o fato de algumas convicções, constatações e também dúvidas.Chegar à  idade da loba falando de meus casos amorosos, tentações do passado, amores possíveis que se tornaram impossíveis, brincadeiras sexuais, heterossexualismo, casamentos...Tudo bem característico e de acordo com um diário. Sabe, tô cansada de escrever só poesia e falar de amor, esperança e utopia. Quero falar do que está latejando aqui dentro: de experiências, de verdades, realidade, sentimentos carnais, do visceral. Resolvi começar pelo início e contrariando a Paula Toller naquela música: ♪ Eu já nem me lembro bem a primeira vez que eu dei...♪ posso dizer que não só lembro como ainda sinto todos os detalhes. Pode parecer engraçado, mas o que mais me marcou é que foi com um homem 13 anos mais velho do que eu (na época eu tinha 15) e por quem eu era apaixonada. Hoje vejo esse homem com olhos totalmente diferentes, pois ele faz parte do meu mundo real . Talvez pelo filho que tivemos, talvez por sermos amigos, embora não compartilhemos choros nem alegrias e não troquemos figurinhas. Amei este homem? Não sei, mas hoje, vinte e poucos anos depois, não gosto de falar sobre este assunto, porque sinto um misto de arrependimento por ter jogado tantas coisas para o alto por ele  por achar que ele era um herói e na verdade no final da história a heroína fui eu... 
Assim como eu me apaixono, desapaixo-me também  na mesma proporção. Fui embora de casa em algum dia de outubro de uns doze anos atrás.("E ainda se acha heroína?") Sim, não me arrependo. Deixei ele tendo a certeza que um passo para a frente eu iria dar. Não senti falta de nada. Nem do nosso sexo rotineiro, muito menos do amor que eu senti um dia. Sem dó sem piedade, sem remorsos, parti. Talvez ele nunca tivesse me amado e se sim nunca demonstrara de forma veemente. Poderia dizer mil coisas, expor 999 situações, mas não quero. Esse primeiro capítulo não faço questão de me deter. Mas como estou falando de loba, posso dizer que aprendi algumas coisas, mas tenho certeza que a maioria foi só, mas  claro, na companhia dele. Aprendi a gozar sozinha e confesso que até hoje eu rio pensando que a maioria dos homens pensa que sabe tocar siririca na gente,(e também não sei se mulher faz melhor, pois nunca tive relações com mulheres). Abre outro parêntese: ( e nem pretendo, embora eu respeite as lésbicas, sei que sou uma hetero convicta, tipo o contrário do machão convicto, entende?) Gosto da virilidade dos homens, gosto da pegada, do corpo, do sexo, gosto de homens, simples assim...E odeio quando sugerem mulheres à mim. Sim, porque os homens hoje estão chatos com isso. Acham que a gente tem que gostar de beijar mulher, de chupar buceta de mulher,  de se esfregar com mulher...Sabe o que eu faço? "Tá bom, eu te dou uma mulher, mas também vou querer ver você se atracando com outro macho e de preferência dando a bundinha, ok?" Rapidinho desiste...rsrsrs
Homens são adoráveis e medrosos, egoístas e apaixonantes, protetores e despudorados.
Esse meu primeiro amor ou paixão durou uns três anos, mas fiquei 10 com ele. Empurrando com a barriga, claro...Nunca o traí fisicamente, mas em pensamento...vixi...Muitas vezes.Mas no fim da relação, quando tudo já não ía muito bem e estava prestes a terminar tudo, conheci um professor de anatomia que me encantou e apesar de não ser o tipo de homem que eu gostava, acabei me apaixonando, mas não consumamos o ato, porque ele era noivo e muito inseguro. Ele era acadêmico de medicina e conversávamos muito. Alguns anos mais tarde ele me ligou dizendo que se arrependia de não ter ido até o fim comigo, mas também já era tarde, pois eu já estava casada com outro...
O nome dele era Atanázio e quanto ao marido, esqueci de dizer que ele me traiu também e que só fui descobrir depois que havia terminado.
Também entre uma de nossas separações e recaídas..E antes do término definitivo E antes também de Atanázio, me apaixonei por Afonso, um rapaz que trabalhava na loja comigo. Nossa, ele era lindo e nossa paixão foi consumada, porém resolvi ficar com Herbert. Não considero uma traição, pois não estávamos juntos e posso dizer que foi  fulminante, reprimida, controlada, abafada, porque nesta época ainda estava jogando coisas para o alto por causa de Herbert...
Não sou mulher de muitos homens, mas na minha lista tem 5. Se por um lado acho que foram muitos,  estatisticamente e considerando que meninas de hoje saem para transar com um por semana, não me sinto nem um pouco culpada. Foram paixões, momentos, enredos, vidas que me fizeram mudar e as quais transformei também um pouquinho.


* Os nomes, idades e datas foram mudados *

Sob pseudônimo de Jordana Catarina

junho 03, 2012

Meu Solzinho



Eu jogo fora o que não quero e só penso em quem percebo: que tem sido uma das minhas razões de felicidade...:)) Apesar de tantas coisas, a vida é curta, e ele é como um solzinho que me anima a dar uma volta em torno de mim mesma...E em volta dele também...

junho 02, 2012

Beija forte



Beija forte, com vontade de comer tudo por dentro, atravessar-me o corpo, entrar-me  com violência de amor, a única desculpável ,  ao ponto de sermos um só.Que desejo é esse, que quanto mais tentamos nos desvencilhar, mais viciante se torna?

Um vício meio educado, controlado, que só perde a linha quando convém, porque sabe que se muito se entrega, a loucura se instala e o medo da fragilidade desse amor sobrepõe à real condição...

Não passemos dos limites da sanidade. E eu que não me desespere de ciúmes e pouco juízo. E você, que lute contra este temor de mim.

Contra este  desejo e veemência que  nunca mais vais encontrar alguém que se sinta tão completa em  te dar prazer da forma como tu gostas, como eu assim então...

Quer me beijar? Então beija...
Quer que eu  te ame?...Esqueça...

Mas não me deixe...

E  beija bem forte...Sempre!

Doce Tarde


Que tarda...
Retarda a razão
Tarde, alarde
Supressão da ilusão
Doce tarde
Momento de explosão,
Convicção, sentidos,
Êxtase, tesão..
Reunião de sentimentos, palavras
Exaustão
Pouco tempo, pouca tarde
Que arde, incendeia
Desperta ciúme,
Ardente paixão
Ele sabe, conhece,
Se sente, consente
E defronte de mim,
Apenas  tarde
Meio fel, meio tártara
Meio céu,
Minha doce tarde...

junho 01, 2012

Explicável



Reconheço e entendo, sinto o seu pesar por não poder me amar. Sua responsabilidade em não querer abdicar, seu duo amor-amizade, faces que se interpõem. Seu amor pra toda a vida, sua realidade. Sua paixão proibida, seu desejo latente, sua vontade. O que não é amar, senão sofrer e anular suas próprias vontades? O que não é sofrer por amor, senão inspirar-me cada vez mais e  iludir-me com falsas bocas e corpos que insistem em me fazerem te esquecer, porém em vão? Como um objetivo a ser alcançado em prol de mim e também de ti, posto que é  impossível e explicável  o nosso querer...

Quantos


Quantas poesias, quantos poemas e frases, versos e simplesmente palavras, já usei para tentar decifrar esse sentimento, usei para tentar alcançar o que talvez seja um pouco mais fiel, mais fidedigno do que compreendo e sinto e talvez já tenha vivido? Quantos suspiros serão necessários ou sopros de vida, fôlego já quase extirpado ou então dispneia, para tentar denotar o que minha vida toda tenho tentado entender e buscar? Quantos gritos e choro abafado e sorrisos de esperança ao deparar-me com novas possibilidades de surgimento? Quantos? Quantos?

Vício profundo



"A ânsia do meu querer e a avidez das minhas palavras persistem em transformá-las em tempestade. Aí chega você, com sua perspicácia, palavras doces e cautelosas, me quebrando, fazendo-me arrepender, tocando-me, trazendo-me dia de primavera, meu vício profundo, porque te amo, porque te amo...”

Sempre-viva

"Esqueço-te por milésimos de segundos ou dias que sejam, mas jamais ausenta-te de vez. Adormecido e impregnando meu ambiente, é assim que tu ficas. Não sofres, não vês, não sucumbes, mas também não me deixas. Não amas, não te afliges, não, não, não...E eu sempre- viva, como  flor..."