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No mundo

setembro 22, 2012

Somos de Nós

Acho que te amo...
Essa saudade que não passa!
 E como eu quero senti-la! Como  preciso esquecê-la...
Penso em teu corpo
Tua pouca relutância mediante a minha
E teu respeito em entender minha vontade...

E isso por vezes te deixa tão mais bonito para mim!
Meu amigo, meu cúmplice, amado, amante
Reféns da nossa  realidade
Questões definidas e acertadas
E quase sem querer
A falta que meu corpo faz para ti
É o universo que tens de mim...

Não sei se a força dessa "razão"que é te amar...
Sucumbirá à ilusão da paixão,
Mas a saber, o  futuro é preciso

Espaço e tempo preciosos ao amor que me uniu...
Sem a pretensão de ser-te tua amada...

E estranho é pensar que talvez não pense
Não sinta
Não veja
Não queira
E não esqueça
De mim
Que sou tua
Mas tu não  és meu...

Somos apenas  de nós mesmos...

Imagem de: L'incanto d'amore dei poeti estinti

setembro 17, 2012

-Tecnologia- Progresso Científico- Sociedade (UGF-EAD)



Sinopse: Um questionamento sobre os benefícios e avanço para a sociedade em se tratando de pesquisas e projetos que visem novas descobertas. Qual o impacto financeiro e possível interesse da sociedade em questão, principalmente a brasileira e a dos países em desenvolvimento, que não possuem altos custos livres para estes financiamentos?

 Progresso x credibilidade
Conjecturas e promessas de ministérios de planejamento e centros de pesquisas diminuem a expectativa da sociedade em relação à novas descobertas,  porém é imprescindível que se alcancem e façam-se avanços principalmente na área de medicina e ciência, posto que o investimento hoje garantirá profilaxia, desperdício e até mesmo erradicação de doenças e cura das mesmas que ainda hoje são consideradas crônicas por não terem uma estimativa de descoberta de vacinas ou da cura mesmo em si.
Paralelo a isso estão outros tipos de pesquisas que mediante uma infinidade de outros interesses da sociedade, tornam-se desnecessárias ou abusivas.Há um paradoxo  em países em desenvolvimento,que pedem empréstimos para realizar tais proezas, porém a sociedade em questão destes  mesmos países não entendem o porquê  dos gastos nesses projetos, quando na verdade falta saúde e educação ao povo.
Potências Mundiais e status
Por outro lado estão as potências internacionais que investem seu capital nessas pesquisas e sendo assim, em muitos dos casos conseguem uma evolução em alguma área,no que poderiam usar o capital em outras demandas. Usam a competividade, assim como o desenfreio monetário para que estas continuem sendo as sociedades dominantes.
Lembrando que até um ou dois séculos atrás tudo era muito diferente, mas que homens conseguiram evoluir sem custas e no firme propósito de garantirem à sociedade saúde básica, através de progressos nas medicações, vacinas, descobertas de doenças e erradicação, tecnologia “saudável” e meios de comunicação abrangentes e de reais valias.
O Futuro do Mundo
Hoje a nossa principal meta é a sustentabilidade e o meio ambiente. Quem sabe haja uma educação em massa e divulgação para que possamos caminhar para um largo e efetivo avanço em métodos simples, porém satisfatórios, que são a conscientização e disponibilização de verbas para que sejam efetuados os devidos e realmente necessários avanços nesta área, para que no futuro, nada disso seja em vão...Ou seja, nosso mundo “evoluído”.

setembro 16, 2012

Meu diário, meu amigo






Às vezes (ou quando levo uma pernada) acho que tenho que mudar...Ou melhor, continuar do lugar onde até então eu havia parado. Daquele lugar obscuro onde você senta, para e determina que daquele momento em diante você não vai mais repetir os mesmos erros, cair de novo no conto do vigário, se enganar com falsas amizades, iludir-se em meio a falsos amores, contar seu cotidiano e sua vida por um todo para quem você acha que de repente virou seu amigo, enfim, todo aquele blá blá blá de sempre. 

Porém escrever me dá um certo alívio, me traz um bálsamo em saber que mesmo eu não podendo contar com mais ninguém, tem alguém que sempre conta comigo: meu teclado.

Eu entendo quando algumas pessoas mais velhas dizem que não têm mais medo de morrer ou não se assustam mais com nada. Estou chegando por aí, porque talvez a esperança em encontrar alguém que valha a pena ou viver coisas absolutamente novas e motivantes em se tratando de relações vai se reduzindo e ficando diretamente proporcional à quantidade de vida que eu ainda tem pela frente: menor

Acho que a gente vai perdendo aquele vigor juvenil em  achar que com você tudo vai ser diferente. E acredite, quando você se decepcionar, a dor no peito vai ser bem menor. Aquela frase famosa e corriqueira: "Eu já sabia", quase sairá sozinha dos lábios sem você precisar pronunciá-la. 

Sei que muitos devem sentir, mas desta vez a quantidade de vezes é que me assustou. Sabe aquela pontada que te dá no peito toda vez que você lembra das palavras remetidas à você...E num misto de constrangimento e decepção você mal consegue murmurar alguma coisa de tão estupefata que você fica? E a pessoa desenfreada em suas questões, querendo liberar e você, freada e toda trabalhada na educação, apenas diz: Ok!? Então, isso se chama "briga de egos". E não que eu seja tão educada assim, é que simplesmente você se sente injustiçada na mesma proporção em que a outra se sente " por cima da carne seca" só porque não suporta um dos seus maiores defeitos: ser humano.

Ontem ouvi algo que me fez repensar e adaptei a frase ao seguinte pensamento: " Nunca estamos satisfeitos com os nossos estados civis. Se está viúva é porque o marido morreu, se está solteira é porque não aguenta mais ficar sozinha, se está separada fica lamentando o passado e deixa de alimentar o futuro e viver o presente  e se está casada reclama do marido e da falta de liberdade". Viver cada fase de forma plena e digna é essencial à sua própria liberdade. 

setembro 08, 2012

Trilha sonora pra mim


Platônico amor



Não é poesia
Não se encaixa em declaração
É constatação
Um amor assim
Meio amigo, de homem e mulher
Cúmplices, diferentes, ausentes de nós
Amo-te como sempre soube
Queria você em minha vida
Em meu cotidiano
Em meu corpo
Em mim...
À cada dia que passa, cada escrita, cada sorriso em tela
Meu companheiro, platônico , doce e jovem amor
Que não vê, mas sente, vibra, chora, conhece, brinca, sorri...
Entende, lamenta, admira, torce, esquenta, disfarça,
Sequer está aqui...

Meu conselheiro, meu anjo, meu vértice.
Tudo isso é você  para mim.
Inacreditável confissão:
Nunca nos vimos, jamais nos tocamos
Meu amor de tempos modernos,
Onde se vive o sentimento, não a carne...

Desejo-te como a lua anseia
Em banhar-nos com sua luz intrépida...
Almejo como o sol vislumbra
Em esquentar-nos a face e tudo...

Queria assim, um dia inteiro com você
Um afago, um colo, um carinho e olhares
Talvez seja tarde!
Ou quem sabe o momento preciso,
Precioso e maduro,
Já que estamos sós, em nós...

Teus versos, teus ditos, frases, pensamentos, escritos, juramentos
Sentimentos...
Meu sopro juvenil, meu alicerce, tudo isso sim para mim...
Tantos nomes e codinomes, tantos poemas, missivas eletrônicas
Tantos exercícios de desapego para nos devencilhar
do nosso próprio medo...Amar!

Quantas vezes eu ri e chorei, por muitos dias nem sequer te notei
E você, em meio a uma vida inteira só tua, poucas vezes me iludiu
Sempre reto, preciso e cordialmente charmoso e delicado..
Dedicado, verossímel, infantil às vezes e menos que eu..

Ninguém nos conhece, só nós sabemos de tudo...
Meu Chacal, Meu Dorso Negro, meu menino-Anjo, me bandido, meu amor
Meu amigo...de Mil Anos...

Para F. Mili



Não se afobe, não/que nada é pra já/O amor não tem pressa/ele pode esperar em silêncio/num fundo de armário/na posta-restante/Milênios, milênios/no ar/E quem sabe, então/O Rio será/alguma cidade submersa?/Os escafandristas virão/explorar sua casa/seu quarto, suas coisas/sua alma, desvãos/Sábios em vão/tentarão decifrar/o eco de antigas palavras/fragmentos de cartas, poemas/mentiras, retratos/vestígios de estranha civilização/Não se afobe, não/Que nada é pra já/Amores serão sempre amáveis/Futuros amantes, quiçá/Se amarão sem saber/Com o amor que eu um dia/Deixei pra você. 

Na Ilha



Um fim de tarde
Ou dia todo,
Sol, mar, areia branquinha
Sentir sua maciez, o toque preciso
Da vida, de céu, luar
Um drink, uma dança, amigos
Noite que se encerra em sono bom
Paz, primordial, liberdade, imprescindível
Lindas flores, sabores,
Caminhos arduamente encantadores.
Inexprimíveis momentos
Encontro de rio e mar,
Encontro de mim...
Sabe-se lá por quanto tempo
Quantas luas e tantos sóis
A vida é meu bem maior,
A quero sempre por aqui,
Vívida, límpida, leve, íntegra...
A quero por demais em tempos de vigília
Em que o amor dá sinais e não avisa
Mas que em breve chegará...
Um grande troféu, meu brinde à liberdade e vida que nunca tardia
Mas sempre cedo e lindamente me acorda
Com risos de bom dia!...


Em Praia de Dois Rios, Ilha Grande- Rio de janeiro