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No mundo

setembro 10, 2010

Desacato ao amor


Desacato ao amor, vindo de mim mesma
ao amor, ao abraço...

Pranto discreto
sem lágrimas, sem desespero
próprio de pessoas civilizadas
punição ao amor que não quero
rendição a solidão que espero

E com esmero a cubro de brilho
brilho de letras, de canto
de imagens, de manto...
Enegrecido ,de luto
ao fiel desacato

Minha renúncia consciente
meu entregar de bandeja
meu "pegar para Cristo"
subterfúgios vis, em vão
minha frieza calculista

Meu desviar da rota
a escolha de outras portas
talvez aquelas levariam-me
a algo que almejo
mas que hoje desprezo:
a felicidade de viver um amor

Hoje tento adoçar
minha própria acidez
escolho palavras, brinco
mas a verdade é nua e crua
não sou mais lua, nem mel
sou fel

Perdoe-me meu desacato
minha doce amargura
o alívio chega em doses
overdose da alma
que anseia por solidão
desamparo e ilusão
mas amor não...

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