
Onde anda a saudade?
No oceano da minha alma
Onde meus pensamentos são como
Algas ou peixes
Que se movem em busca de alimentos e vida
Perpetuam-se como a salinidade das águas que agora são a mim
Como o sangue que corre em minhas veias e artérias
Onde anda a resignação?
Em não saber por onde tu andas
Em meio à dúvidas que açoitam meu consciente
Minha lembrança que não se resvala de ti
Suas palavras e voz que não desistem de mim
Apenas ecoam em meu coração
E persistem em lembrar-te devido à tua ausência...
Onde anda a amizade?
Densa e cega e como luz brilhante que ofusca meu acordar
E apesar dos dias lindos de sol e amenos do frio
Estes continuam gélidos e cinzas por não poder te encontrar
E fazem da minha tristeza a matéria prima voraz das minhas letras e frases
Não ditas ou inexprimíveis ao meu sentir
Como um farfalhar que inquieta minha alma
E cimenta minhas esperanças em ver-te ou ler-te novamente...
E o que dizer das certezas?
Estas não tão sólidas como a rocha
Não tão vaporizadas como água em ebulição
Apenas líquidas em esperar-te para dizeres que ainda vives...
(Dedicado À Ricardo Vichinsky, que não aparece...)