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No mundo

junho 14, 2014

Cicatriz-dedicado

Há quase um ano, foi por um triz
meu amor se desfez,
minha ilusão se transformou
em matriz de cicatrizes
Que não se apagam como giz,                                          
Enovelam-se como tatuagens mistas,
Em todo o corpo, na alma, coração...
 Meu ego não suportou
o  ar de confusão..E eu, como atriz
atuei mais uma vez num filme de ficção.
Como criança indefesa, mergulhei nas profundezas
de um mar aberto e vil, travestido de águas calmas e pueril.
E como verniz, dando brilho à história que começou,
elas estão por toda a parte, latentes.

E quando veio a onda forte e o vento quente
Veio coeso o corte profundo
Que dividiu nosso mar em dois mundos
E acabei por infringi-lo e apartá-lo
De mim, de ti, ao desenlace da verdade
Cruel , que de praxe fingia ser  mel...

Mas foi fel...

Até as gotas de dor secarem
ao máximo extraídas de tanto que fora falado, chorado e aceito
 o final do concerto é o que se tem agora
Uma felicidade vestida de realidade que outrora
a mim foi dita falta de sorte...

E uma cicatriz.
Que por outros pode ser superada
esquecida, fingida,
mas que por nós, ainda que distantes em tempo e errantes em espaço, como dantes
jamais será esquecida.
porque não foi encontro de corpos, lindos ou não, mas de almas
que mesmo em transgressão,
 não se constrangeram em se amar.

Antes, o que nos fizeram distanciar,
fora meu próprio medo em desenganar,
aportar para a morte, afundar...

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