"Intérprete do querer, satisfazer
Egos, sentidos, render-se ao chamado
Psicose do corpo que atende ao sinal
e nada vive a não ser este enlace
O mundo se apaga em fim temporário...
Um mistério, enigma, supressão da razão
estigma, magma da paixão
Entrega é como ira da nossa própria convicção...
mas finge que não é...
É livre, especuloso, metido
alegre, nonsense, indefinido
É breve, é bravo
tem brevê para voo
É inatingível e quente
e residente de mim...
Seca-me a garganta, deixando-me com sede de ti
Teu beijo meigo e vibrante, olhar inebriante
Teu corpo pulsante, tocado ao meu
Como lábios que se unem
Beijos incandescentes, invasores
Pouco domesticados, propulsores...
Porque não tens medo de mim
Não foges da minha loucura
Continuo trabalhando, matando assim o tédio desta terra insípida...
Acuso minhas missivas serem as mais tristes de hoje e sempre...
Cartas para mim mesma, já que não posso enviar-te...
"A malha graúda que me veste parece até pano de saco...
O luar tem sido belíssimo e o jardim bem concorrido...
O sol tem ardido minha face,
assim como calor ameno que tanto me agrada...
Mas nada me faz alegre quando sei que não estás comigo...
"Amor, não precisa de ensaio
Apenas um olhar de soslaio
Amor é unânime, pode ser derepente
Pode ser devagar, mas sempre presente
Importa que seja amor, algo sobrenatural
Empatia leal, sem nenhum mal
Amor é infinito, indescritível, livre de conflito
Amor é tudo que há de belo, bom e não mito
E não minto...
paulatinamente,
inaudível,
disfarçada de quietude,
maquiada em tons de nude,
fantasiada de serenidade...
































