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No mundo

outubro 13, 2013

Explode Coração

Oh, eu pensava tudo de vocêEu achei que nada poderia dar erradoMas eu estava erradaEu estava erradaSe vocêSe você pudesse sobreviver tentando não mentirAs coisas não seriam tão confusasE eu não me sentiria tão usadaMas você realmente sempre soube


      Cada um com suas necessidades, suas tristezas, seus obstáculos, suas alegrias, suas vidas, o que de melhor pode haver, assim como o de pior às vezes, que por mais que pareça ser ruim e inacabável, há sempre uma luz no fim do túnel. Hoje eu acordei meio inspirada, voltando a escrever, com vontade de antes, de sempre, de muitos anos...Com vontade de pensar nas idas e vindas, nos tempos de amor e de paz, de briga e de sossego, de paixão e de cegueira... poderia dizer tantas coisas, escrever tantos pensamentos e "lições de moral", o que se deve fazer, como ajo, como penso, dez dicas para,  o que entendo, mas não...Hoje quero deixar apenas o teclado me levar, para quem sabe no fundo de mim mesma, que tenta conter um choro, prende, respira , mas vê um algo bom para prosseguir, como no "jogo do contente", do livro Polianna Moça. Alguém já leu? E apesar desta música estar "fora de contexto", seu acorde, sua sonoridade e sua letra até me fazem viajar no tempo e na verdade da minha história, com muitos percalços, alegrias, amores, vivências, enganos e mais uma vez uma tentativa ao amor, onde como um "cowboy" me vi lançando minha corda a fim de laçar o que eu mais desejava e ansiava: o amor. Como num deserto, quando aparece o oásis e você corre desesperadamente a fim de beber água, se esbaldar, brincar, beber da fonte, viver.
      Mais uma vez me enganei...Acaso verdadeiramente por que buscamos tanto por isso? Por que somos tão egoístas e auto-frustrantes, que não conseguimos sequer dar um passo sem pensar em nós mesmos? Tantos caminhos, muitas respostas, mas ainda me pergunto se o amor é um sentimento mesmo ou se apenas uma projeção dos nossos egoísmos e vontades em um outro ser, que acreditamos satisfazerem nossas necessidades, anseios, nossa rotina, nossos interesses, nossas válvulas de escape?
      Olho para os lados e consigo visualizar fracassos meus e de outras pessoas, consigo ver uma falsa realidade, um conto de fadas nas capas das redes sociais. Olho pra mim e sinto que a minha realidade é maior que minha fantasia em amar, mas do mesmo tamanho da minha decisão em persistir no erro..Porque o tempo passa, as pancadas continuam acontecendo e a gente não aprende: que não se ama só de palavras, que não se confunde amor com carência, que não se tenta fugir de um erro ou de uma paixão, buscando outra paixão, outro amor, outro homem, outra mulher.
       Um período de reclusão, muitas músicas, que falam por nós mesmos, dizem muito por si só, mas que por encanto (ou desencanto), perderam sua magnitude, sua alma, sua beleza, sus virtude, sua essência...
Uma imagem e uma música: Acredite! Quem um dia disse tanto te amar, dois meses depois é capaz de te coagir com as mesmas... Uma pessoa que disse te amar e ter sua vida inconscientemente atraída a sua, pode pouco tempo depois usar isso contra você e a favor de seu próprio interesse egoísta de sobrevivência...
Acredite, o verdadeiro amor não é um conto de fadas. O verdadeiro amor é um prolongamento de você mesmo em alguém que esteja disposto a sofrer por isso, porque paixões existem, vem e vão, choram e se dilaceram, mas não resistem ao seu próprio confronto. O amor talvez sim ...
E cada um sabe onde seu calo aperta. Onde dói no cotovelo e aonde a pontada do lado esquerdo do peito é mais funda e dilacera mais.
Um dia atrás do outro. A estrada termina aqui. Sem chances, sem retrocesso, a vida é única, o ingresso só um. Como diz o ditado: um mau acordo é melhor que uma boa briga e por isso o que se tem a fazer é prosseguir, tentando, buscando, amando, sofrendo, conquistando, lutando, morrendo...Vivendo!



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