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No mundo

junho 09, 2012

Jordana

Estava deitada em minha cama e comecei a pensar em todas as minhas paixões em quase quarenta anos de vida. Nada estranho, a não ser o fato de algumas convicções, constatações e também dúvidas.Chegar à  idade da loba falando de meus casos amorosos, tentações do passado, amores possíveis que se tornaram impossíveis, brincadeiras sexuais, heterossexualismo, casamentos...Tudo bem característico e de acordo com um diário. Sabe, tô cansada de escrever só poesia e falar de amor, esperança e utopia. Quero falar do que está latejando aqui dentro: de experiências, de verdades, realidade, sentimentos carnais, do visceral. Resolvi começar pelo início e contrariando a Paula Toller naquela música: ♪ Eu já nem me lembro bem a primeira vez que eu dei...♪ posso dizer que não só lembro como ainda sinto todos os detalhes. Pode parecer engraçado, mas o que mais me marcou é que foi com um homem 13 anos mais velho do que eu (na época eu tinha 15) e por quem eu era apaixonada. Hoje vejo esse homem com olhos totalmente diferentes, pois ele faz parte do meu mundo real . Talvez pelo filho que tivemos, talvez por sermos amigos, embora não compartilhemos choros nem alegrias e não troquemos figurinhas. Amei este homem? Não sei, mas hoje, vinte e poucos anos depois, não gosto de falar sobre este assunto, porque sinto um misto de arrependimento por ter jogado tantas coisas para o alto por ele  por achar que ele era um herói e na verdade no final da história a heroína fui eu... 
Assim como eu me apaixono, desapaixo-me também  na mesma proporção. Fui embora de casa em algum dia de outubro de uns doze anos atrás.("E ainda se acha heroína?") Sim, não me arrependo. Deixei ele tendo a certeza que um passo para a frente eu iria dar. Não senti falta de nada. Nem do nosso sexo rotineiro, muito menos do amor que eu senti um dia. Sem dó sem piedade, sem remorsos, parti. Talvez ele nunca tivesse me amado e se sim nunca demonstrara de forma veemente. Poderia dizer mil coisas, expor 999 situações, mas não quero. Esse primeiro capítulo não faço questão de me deter. Mas como estou falando de loba, posso dizer que aprendi algumas coisas, mas tenho certeza que a maioria foi só, mas  claro, na companhia dele. Aprendi a gozar sozinha e confesso que até hoje eu rio pensando que a maioria dos homens pensa que sabe tocar siririca na gente,(e também não sei se mulher faz melhor, pois nunca tive relações com mulheres). Abre outro parêntese: ( e nem pretendo, embora eu respeite as lésbicas, sei que sou uma hetero convicta, tipo o contrário do machão convicto, entende?) Gosto da virilidade dos homens, gosto da pegada, do corpo, do sexo, gosto de homens, simples assim...E odeio quando sugerem mulheres à mim. Sim, porque os homens hoje estão chatos com isso. Acham que a gente tem que gostar de beijar mulher, de chupar buceta de mulher,  de se esfregar com mulher...Sabe o que eu faço? "Tá bom, eu te dou uma mulher, mas também vou querer ver você se atracando com outro macho e de preferência dando a bundinha, ok?" Rapidinho desiste...rsrsrs
Homens são adoráveis e medrosos, egoístas e apaixonantes, protetores e despudorados.
Esse meu primeiro amor ou paixão durou uns três anos, mas fiquei 10 com ele. Empurrando com a barriga, claro...Nunca o traí fisicamente, mas em pensamento...vixi...Muitas vezes.Mas no fim da relação, quando tudo já não ía muito bem e estava prestes a terminar tudo, conheci um professor de anatomia que me encantou e apesar de não ser o tipo de homem que eu gostava, acabei me apaixonando, mas não consumamos o ato, porque ele era noivo e muito inseguro. Ele era acadêmico de medicina e conversávamos muito. Alguns anos mais tarde ele me ligou dizendo que se arrependia de não ter ido até o fim comigo, mas também já era tarde, pois eu já estava casada com outro...
O nome dele era Atanázio e quanto ao marido, esqueci de dizer que ele me traiu também e que só fui descobrir depois que havia terminado.
Também entre uma de nossas separações e recaídas..E antes do término definitivo E antes também de Atanázio, me apaixonei por Afonso, um rapaz que trabalhava na loja comigo. Nossa, ele era lindo e nossa paixão foi consumada, porém resolvi ficar com Herbert. Não considero uma traição, pois não estávamos juntos e posso dizer que foi  fulminante, reprimida, controlada, abafada, porque nesta época ainda estava jogando coisas para o alto por causa de Herbert...
Não sou mulher de muitos homens, mas na minha lista tem 5. Se por um lado acho que foram muitos,  estatisticamente e considerando que meninas de hoje saem para transar com um por semana, não me sinto nem um pouco culpada. Foram paixões, momentos, enredos, vidas que me fizeram mudar e as quais transformei também um pouquinho.


* Os nomes, idades e datas foram mudados *

Sob pseudônimo de Jordana Catarina

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