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No mundo

junho 09, 2012

Catarina

Minha fase pós-separação foi bem instigante e cheia de surpresas. Conheci pessoas diferentes, voltei a sorrir, fiquei mais bonita, mais atraente e muito mais vibrante. Foi como uma droga, uma adolescência ao contrário, pois já tinha vinte e poucos anos, mas nunca havia curtido tanto a mim mesma quanto nesta fase. Foi um período de quebra de complexos interiores e tabus de anos de existência dentro de mim. Sabe quando você até um mês atrás pensava que iria ficar velhinha ao lado de uma pessoa e quando vê, está na cama com outro? Então, foi isso que aconteceu...E quando me vi com aquele menino, um pouco mais novo que eu, pensei em tantas coisas e em nada ao mesmo tempo, pois só queria curtir o momento. Nos conhecemos no Monte Líbano, num ensaio de escola de samba (pré carnavalesco). Ele veio me paquerar e quando me viu pegou minha mão, beijou-a como naqueles filmes e logo em seguida se ajoelhou e beijou meu pé!  (??) Claro que ele não estava bem , mas confesso que achei sexy e perturbador, simultaneamente. Claro que ficamos juntos e durante a semana ele me ligou, ficamos conversando muito e resolvemos sair no fim de semana subsequente para transar. Seu nome era Marcel. Ele era meio menino, meio homem, morava sozinho em Ipanema e se achava o furacão do sexo, mas não era tudo isso, claro. Aliás, o menos dotado dos que conheci, mas sentia-se como se fosse o melhor de todos. Isso é que é valorizar o que possui e confiar no seu..."taco"...rs E não que não fosse gostosinho, mas não sei, acho que não deu liga, entende? Confesso que até gostava das suas peripécias e sua atenção, mas entre Marcel e minha nova vida muitas coisas aconteciam freneticamente e acabei passando por alguns problemas de família que ele foi super gracinha, dedicado e enfim, acabamos virando amigos de infância e cheguei até a desconfiar de sua sexualidade, por motivos diversos. Nos afastamos um pouco e um belo dia atendi ao telefone uma senhora nervosa, dizendo que era a mãe do Marcel e que ele pedira para ela me ligar pois não aguentava mais seu sofrimento e choros compulsivos querendo e chamando por mim. Foi altamente constrangedor, até porque eu vi não só como algo piegas, mas principalmente como um capricho dele com a mãe. Ali, naquele momento, eu apaguei o nome dele dos meus contatos. Quando faço isso não é porque me acho a tal ou quero desdenhar a pessoa, mas porque realmente eu não estou mais interessada nem em ser amiga desta pessoa. Decidi que não ligaria mais para ele. Para o seu bem e pelo meu, até porque eu já estava gostando de um médico no hospital que eu estagiava.
 O nome dele era Jean e  era residente de cirurgia. Não era bonito, mas um amor de pessoa e não sei, fiquei tão encantada por ele, mal sabia que a partir dali e através dele eu conheceria um dos homens que mais me fizeram sofrer por amor- Reinaldo, também médico e do mesmo hospital. Não tive nada com Jean, a não ser um beijo e um convite para irmos a um quiosque na Lagoa junto com o pessoal do hospital e foi lá que eu conheci uma das grandes paixões da minha vida, onde hoje consigo enumerar em escala e grau de insensatez:
Paixões avassaladoras:
Reinaldo: Durou um ano e pouco, paixão correspondida durante alguns meses e depois, claro, fiquei a ver navios. Com ele aprendi a ser mais cautelosa com os sentimentos, a me expor menos, amar mais a mim mesma, pensar mais racionalmente.Paguei muita paixão e tomei muito fora dele, mas consegui superar e dar a volta por cima. Hoje tenho certeza que foi ele quem perdeu e muitas coisas boas aconteceram comigo depois disso. Casei, me apaixonei outras vezes e fui feliz sim! Por alguns anos, até me perder de novo em novos sentimentos...
André: Um amor de adolescência que reencontrei na juventude. A paixão durou uns dois anos e eu o deixei por não estar mais correspondendo às minhas expectativas. Com ele pus em prática o que aprendi com Reinaldo- a me amar mais, a me expor menos, a racionalizar mais as coisas, mesmo gostando. Nunca me esqueci de André e jamais deixamos de nos falar e de nos encontrar. Mas na última vez, há uns meses atrás, senti que seria a última mesmo, pois não cabe mais este tipo de relacionamento. Ex é ex e não se fala mais nisso. Mas acho que eu o amo, não sei...Sempre pergunto a mim mesma se ele viesse a mim como quando eu o conheci, doce, sensível e apaixonado, se eu o aceitaria de volta e ainda respondo a mim mesma: SIM! Como canta Paula Toller(mais uma vez...) ♪ Procuro evitar comparações entre flores e declarações, eu tento te esquecer...A minha vida continua, mas é certo que eu seria sempre sua, quem pode me entender? Depois de você, os outros foram os outros e só...♪ Sim, ele foi o meu melhor namorado e minha maior paixão. Mais  que meus maridos, mais que todos...
Darci: uma paixão platônica, ao pé da letra mesmo! Amor calado, sofrido, impossível, pois ele era casado e era da mesma igreja que eu frequentava. Hoje eu penso que casei com outro para abafar este sentimento tão forte que sentia e ultrapassou barreiras. Foram cinco anos amando uma pessoa em segredo.Não sei se ele sabe, não sei se sentiu, se percebeu. Muitas vezes eu pensei que sim, mas talvez tivesse sido ilusão. O fato é que passou e hoje ele é um grande amigo, conversamos muito, conto segredos, ele me dá conselhos, mas nunca contei-lhe o meu maior, que foi ter sido tão apaixonada por ele.
Mas voltando ao assunto Reinaldo...
Sabe quando você gosta de tudo numa pessoa? gosta do jeito de pegar, de tocar, do cheiro, do sexo forte, da química, do toque? Era assim com ele, apesar de ele ser meio centrado e pouco expansivo, meio calado, não demonstrava muito, nosso sexo era bom, meio inusitado, em meio a cigarros e bebidas, um pouco trash, diria, mas avassalador...Mas ele teve medo de mim e eu demonstrava muito meus sentimentos. Sabe, depois dele prometi que não mais me envolveria com médicos... E realmente por muitos anos não me envolvi...Mas...
Esse deve ser o último capítulo.

Para esquecê-lo e através de um amigo ortopedista acabei conhecendo Graciano, um surfista a la Paulinho Vilhena( parecidíssimo!)...Lindo, inteligente, safado, gostoso, macho, sabe, daqueles que tem pegada, paulista de ribeirão Preto que estava morando aqui no Rio. Era noivo, que pena, mas vivemos intensamente nosso tesão. Não posso chamar de paixão porque não foi, mas era um tesão que poucas vezes eu senti na minha vida. Ele era todo lindo e ele ficava impressionado como a gente se encaixava tão perfeitamente. Saímos durante muito tempo, mas como eu não marco passo, resolvi seguir adiante porque dali não sairia nada e eu queria mais do que uma ou duas fodas por semana, eu queria um homem do meu lado, queria o meu homem...
Alguns anos depois ele me procurou também, mas eu já estava casada. Restou-me as lembranças da primeira vez que nos vimos. Eu estava assistindo clips com este meu amigo ortopedista e ele chegou, me apresentou e ele, meio desconfiado, sem saber se eu e Ric estávamos saindo ou éramos amigos, foi dormir. No dia seguinte meu amigo ligou dizendo que ele queria me ver e eu fiquei louca de vontade de encontrá-lo, pois achei que ele não tinha gostado de mim. Quando nos vimos dissemos poucas palavras...E nos beijamos♥

Bely Pandora

2 comentários:

  1. SERGIO NEVES - ...uma "saga" e tanto! / (Estou curioso pelos próximos capítulos -e pelo teu próximo "nome"). / Carinhos Elayne.

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  2. Ok, terão mais dois ou três, aguarde. Bjos

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