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No mundo

fevereiro 23, 2012

Reticente

Eu poderia amá-lo e ouvi-lo e ajudá-lo. Poderia ser sua amiga, sua companheira e amante. Poderia ser compreensiva ou quebrar todos os pratos da casa. Quem sabe gritar ou apenas ficar quieta e respeitar suas infantilidades e egoísmo. Poderíamos ser um casal comum ou nem mesmo sermos um casal, apenas namorarmos e sermos protagonistas de um história normal de amor, igual a tantas outras e talvez diferente de muitas. Poderíamos, mas não somos. Somos universos distantes, espaços errantes, cabeças pensantes demais. Somos uma brincadeira que nem sei dizer se deu certo ou não, mas sei que foi longe demais. Chegamos ao limite das nossas insatisfações e no auge do nosso prazer, simultaneamente. O que fazer com isso? Se de um lado o corpo clama e do outro a razão luta pela despedida? O que fazer com  a saudade e as pequenas (e apenas nossas) parcerias? Se te amo, não sei...Mas te quis.Se vale a pena, não sei...Mas corri o risco. Se fizemos as pazes, sim, algumas vezes e não sei se desta vez será diferente. Mas o fato é que entre idas e vindas as juras de amor não existiram jamais e um simples Eu Te Amo nos separou para sempre...

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