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No mundo

agosto 27, 2011

Desde 2010...


Pessoal me pergunta por que eu parei de postar o "diário virtual". Não parei, apenas "troquei a roupa". Minha vida e meu cotidiano estão nos textos poéticos (ou não) que eu escrevo. Mas hoje em particular quero expor meus pensares assim, crua e verdadeiramente pura, com a melhor essência de mim.
Sabe, o tempo realmente não espera. Ele é cruel e voraz, mas também aliado e acalentador. Nada como o tempo, seja ele em minutos, horas, dias ou anos...Quem sabe algumas décadas. É estranho, mas hoje eu já posso falar de "algumas décadas atrás" e ainda que sejam duas, não deixam de ser algumas..rsrs
Sei que tenho muitos defeitos e qualidades e não quero expor quais são. Na verdade odeio clichês e isso certamente é mais um deles, mas de quase dois anos para cá venho pesando os defeitos e tentando trabalhar em mim mesma e da melhor forma o que posso fazer para melhorar essa terrível sensação de que realmente tenho que mudar pontos estratégicos. Não sei se me faço entender, pois cada um sabe de si, mas penso que às vezes essa busca é tão incessante que acabo esquecendo-me das...(qualidades!) Sim, preocupo-me demais em sanar os defeitos e sendo assim não tenho acreditado nas minhas qualidades: que eu posso e tenho direito à uma nova felicidade, que eu sou uma romântica inveterada, ainda que eu não assuma, que eu sou sincera e perdoadora, que eu sou tolerante e até mais do que meu limítrofe; que eu sou mulher sensível, desejosa e zelosa...
Uma das formas que eu uso para me sentir vazia de mim mesma em minhas questões é essa: escrever. Desde sempre.
Talvez muitos me confundam, me achem insensível, livre, talvez até um pouco indiferente, preocupada só com minha vida, meus afazeres, meus interesses...Mas a verdade é que hoje são poucas as coisas que realmente me tiram do prumo, me fazem retroceder, conseguem domar minha natureza que aprende a viver só e despojada.
Talvez eu ainda acredite no amor, embora eu nunca o tenha sentido. As paixões do passado e até o tal do tempo que vai passando têm um grande defeito: eles insistem em nos roubar a ingenuidade e até a paciência em se viver e regar novos sentimentos, novos relacionamentos. É uma mistura de egoísmo com senso de amor próprio que vai se encaixando e moldando minha mente e meu coração. Certas coisas não me permito mais, outras até absorvo, algumas porém passam indiferentes ou imutáveis por mim, posto que nem tento desvendá-las, pois não fazem parte do meu contexto e jamais farão. Difícil mesmo é me entregar, voltar a acreditar no amor, dominar meu senso crítico, ainda que este não precise de minhas próprias palavras, apenas meu silêncio, que não obstante também é ativado quando gosto e sofro, quando magoo e firo, quando tão somente não quero ou preciso falar. Se eu erro, peço perdão ou desculpas; se sinto-me ofendida ou acuada eu luto por minhas próprias convicções. Sou fera, sou doce, sou bruta, feliz, rude, infantil, sensata e insana...esta sou eu. :)

4 comentários:

  1. Minha tia dizia (ela ajudou a cuidar de minha filha quando pequena)que sono de criança dói, fome de criança dói e por isso elas choravam. A gente quando está num certo embate com a maturidade também sente dores. E elas vem das nossas buscas (essa todas aí que você relatou e mais outras tantas). E é nesse processo que extirpamos as dores, pois quanto mais buscamos, mais a maturidade vem e mais aprendemos a lidar com elas. Dizia o Drummond que a dor é inevitáel, o sofrimento é opcional. Que bom essa terapêutica pela palavra escrita, Elaine. Acho que ela nos salva um pouco a todos que nos dedicamos a isso. Um grande e terno abraço. Paz e bem.

    PS: seu livro é simplesmente fantástico! Acho que nele a gente se encontra muito, mesmo o tom das poesias sendo muito pessoal (seu). Vale para todos nós. Estou degustando lentamente. Parabéns!

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  2. ta bonito isso aqui parabéns beijoss, ja votei rsrs

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  3. Adoro ler-te e através de sua escrita , faço uma viagem para dentro de meu universo particular. Parabéns sempre minha linda e doce amiga. Beijos em seu lindo coração, e sucesso sempre..

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  4. ps: Adoroooooooooooooooooooooo essa musica, fiquei aqui viajando e lendo suas escritas.

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