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No mundo

novembro 22, 2010

CORDILHEIRA DA VIDA


Todo fim de ano procuro fazer uma retrospectiva de toda a minha vida e simultaneamente traçar novas metas para o ano vindouro. Isso acontece há pelo menos 20 anos. Graças a Deus apesar de muitos problemas, cotidiano e turbulências, nada supera a minha felicidade em estar viva, meus filhos bem e eu poder respirar! Poder saber que existe alguém ao meu lado sempre...Deus! Ele me nutre e tem me sustentado, tem me renovado, tem me dado forças, tem me mantido. Agradeço e dou glórias a Ele em primeiro lugar.
Vivi amor, perdi amor, talvez reconstrua amor...
Vivi escrever, perdi minha religiosidade extrema, talvez a reconstrua...
Vivi livrar-me de amarras, perdi um só foco, expandi os pensamentos...
Publiquei-os, assim como fui inspirada e motivada, incentivada...
Vivi dores de mãe, perdi uma infraestrutura fisica e psicológica...
Ganhei alicerces, ganhei motivos maiores, novas instruçoes...
Vivi adrenalina, mudanças e esportes radicais, perdi muito do medo...
Vivi medo de amar, de me anular, perdi também tais medos, pois às vezes é necessário ceder em prol de alguém a quem amamos...
Vivi causas de justiça, ganhei...Vivi perdas e danos morais, ataquei...
Troquei experiências, valores, psicologias aplicadas, viajei...
Não só em espaço, mas também em mentes brilhantes, personagens
alucinantes que me renderam alguns dias de cama...
Vivi doença, vivi saúde, tristeza, alegria, drama, juventude...
Fiz novos amigos, ainda que virtuais, amei virtualmente, vivi esse amor...
Tenho vivido estrategicamente de forma que cada ano seja um degrau galgado, ainda que alto e de difícil acesso...que tenha que não somente dar um passo para chegar ao próximo, como também amparar-me com as duas mãos, apoiar os pés e erguer-me sobre ele.
Na verdade talvez nao tenha sido degrau, tenha sido uma rocha o ano de 2010, a qual escalei, tive alguns percalços, mas até então tenho quase chegado. Consigo ver o final , pensei em um dado momento que fosse morrer, cheguei a cair, mas segurei-me nas pedras e minhas mãos ficaram calejadas, ainda estão machucadas, mas vai dar tempo de sarar e vou conseguir prosseguir.
E quando chegar lá em cima avistarei os dois lados: o que passou(conseguirei ver toda a trilha percorida com sua beleza e suas dificuldades também), e o que está por vir, pois agora descerei em rapel, pegarei uma nova trilha totalmente desconhecida. Algo terá que mudar radicalmente, não por ninguém, por mim mesma. Terá uma outra pedra a ser escalada e assim sucessivamente...
Com a graça de Deus e muita boa vontade espero que seja uma cordilheira...

(DEDICADO A MIM)

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