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No mundo

setembro 20, 2010

Vida de escritora


Ontem estava conversando com um amigo meu: “Poxa, estou cansada, sabe! Eu não durmo mais, minhas costas estão doendo,estou em um afã incompreensível em escrever, escrever-te, escrever aos colegas, a mim mesma.” O cenário é o mesmo- meu quarto, meu PC, minha cadeira, minhas idéias que entre áudios, respostas e perguntas, vídeos e acessórios cibernéticos, vinho e música acabam por saltarem de minha linda cabecinha pensante e desnorteada. Imagino se os colegas são como eu, talvez não tenha mais uma vida própria e nem sei se isso é bom ou preocupante. Tenho entrado em um universo a mim apresentado há alguns anos atrás e que não me fascinou a esse ponto de hoje então; existiam mil barreiras, pessoas em questão, amarras ideológicas, havia o medo e a intriga. Hoje já não existem tantos impecilhos e o que havia já de estar maturado, bem compreendido e leve encontra-se tal como um “fardo prazeroso”. Sim, é como tenho me sentido.Feliz por escrever e triste por isolar-me; feliz por estar fazendo novos amigos,triste por serem virtuais- não estarem perto de mim... E são os mesmos posicionamentos, ideologias, questionamentos; mesmas rotinas, mesmos “vícios “, mesmos pensares...é ...vida de escritor é sempre igual. Umas mais descoladas, outras mais retidas, jovens, maduros,mas a sensibilidade é a mesma, ímpar.
Tenho visto as coisas com olhos mais críticos, diferentes até de mim mesma. E tal como um monge, que se isola a fim de aperfeiçoar-se e purificar-se e aprende a meditar e a chegar a um nirvana da alma; assim sou eu. Será que é viável de se alcançar uma elevação espiritual ? Não, não, seria como os gnósticos, que acreditam que ao adquirirmos conhecimento e quanto mais isso se propaga em nosso eu vamos atingindo uma elevação. Não sou gnóstica nem agnóstica, acredito em Deus, portanto prefiro acreditar que são manifestações próprias minhas e propícias a um amadurecimento maior, uma metamorfose , uma transmutação, uma nova caminhada.

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