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No mundo

setembro 02, 2010

Síndrome de "Frank Einstein"


Suas influencias e seus pensares, suas reinvindicações estão dignas de quem chegou já passou dos trinta? Ou não passam de verdades impostas por mim ela mesma? Sei que aos vinte achava que suas opiniões estavam formadas, seu ego já estabelecido (eu sou mais eu!), suas verdades eram as mais corretas, assim como o seu amor era o mais verdadeiro. Seus interesses eram interessantes e só achava interessante quem interessava-se por eles...Será que era tão ordinária assim? Também tinha uma outra face, igualmente proporcional- Era ingênua, acreditava nas pessoas, nas boas intenções e em amizades estudantis. Acreditava quando um homem jurava de pés juntos que a amava e que seria o amor da vida dele. Acreditava em si mesma.

Hoje procura motivos que a façam reinventar essas mesmas verdades. Tem motivos para viver, isso sim; mas motivos para voltar a ser ingenuamente receptiva, não tão desconfiada e

Pouco perspicaz..ah! Isso é tão difícil para ela hoje! Ás vezes acho que transformei-a em um “monstrinho” ou não. Talvez esteja aflorando nela a sua verdadeira natureza..e tenho medo. Que minha criaturinha não seja entendida, aceita ou até mesmo que machuque as pessoas.Hoje posso afirmar: Quem a teve em 100% talvez não tenha nem mais 10, quem a tem hoje 50 ou 70% contente-se! Ou esforce-se em conseguir os 100% se acaso assim achar que vale a pena-eu não arriscaria-até porque 100% é totalidade, perfeição, talvez não tenha até para mim mesmo, que a concebi. Discurso pessimista de comiseração?- sei que ninguém gosta disso, nem eu! Não é isso, é constatação.

Como diz Cazuza, talvez ela apenas queira a “sorte de um amor tranqüilo, com sabor de fruta mordida”, quem sabe...Ou me conquistar, sei que sempre fora apaixonada por mim, sempre me achou seguro e autoafirmado, sempre me viu como uma tábua de salvação, seu maior troféu, seu porto seguro, sua própria vida! Estou tentando ajudá-la, orientá-la a estabelecer-se emocionalmente. Ela é tão criativa e dinâmica, tão doce e meiga, tão introspectiva e observadora, tão...Bem, eu a amo! Amo! Amo suas loucuras juvenis e sua inconstância, sua brejeirice mesmo com a cara toda costurada e seus membros disformes, sua cabeça quadrada e seus parafusos, alguns soltos, outros bem ajustados.Fiquei com medo que não conseguisse andar com suas próprias perninhas, visto que acabei fazendo-as pouco firmes, mas está se saindo muito bem! Fala bastante, é bem articulada, seu poder de persuasão é nítido, quase engana a mim mesmo. Vezes tenho que colocá-la no detector de mentiras,ela me deixa confuso, nunca sei se devo acreditar nela, ela é envolvente e pueril.

Apenas domada por mim.E tenho um enorme orgulho em saber disso.Agora preciso arranjar-lhe um nome mais característico..sou como os hebreus, gosto de dar nomes característicos e de acordo com suas mais fortes características, então darei a ela o nome de “Belisama”.

Um comentário:

  1. Esse amadurecimento e fantástico ( a forma concebida). Dolorido, quase enlouquecedor, mas fantástico. A gente sai depois achando que trinta foi melhor do que aos vinte, quarenta melhor do que os trinta... Sempre se elevando. Meu abraço. Paz e bem.

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