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No mundo

setembro 21, 2010

Esquizofrenia virtual


Resolvi postar isso agora mediante o que acabo de ler- sem citar nomes ou textos apenas fiquei impactada e não pude deixar de escrever para a pessoa em questão e para mim mesma. Desejos suicidas altamente comprometedores e graves, discurso esquizofrênico de alguém que talvez esteja prestes a tirar a própria vida, ouve vozes e vê demônios. E pasmem! Altamente sedutor e ...acabado por dentro!
Ai, gente, sinceramente não consigo entender isso de personagem & escritor real- NÃO ACREDITO NISSO- demagogia de nosso próprio ego, nossos próprios tabus em ter medo de dizer a que veio. Por isso faço questão de postar no meu perfil- sou eu mesma. É claro que acabamos exteriorizando por muitas vezes algumas nuances de nós mesmos, pouco mostradas ou inseridas no contexto "sociedade", como "máscaras" que usamos "a fim de atender aos pedidos mais moralistas" em questão.
Sei que existem realmente textos onde habita de fato um personagem, algo em que você pense: se eu fosse uma "águia...(ou cachorro, ou pedra, ou uma devassa), eu seria assim": Mas até por você pensar em o que seria, ainda assim estaria sendo algo que em seu íntimo você anseia ou admira.
Desculpem-me os que usam tais métodos e não só na superficialidade dos textos, quanto em suas próprias vidas, vestem -se de alguém que não são. Desculpem-me, mas certamente um pouco lá na frente ou daqui a alguns minutos perderão sua própria identidade, não terão maturidade para distingui-la, serão como múmias ou zumbis- pés atados, corpo atado e mortos-vivos. Obrigada, mas não quero isso para mim. Gostem ou não do que escrevo, sou eu que lhes escrevo- Elaine Cristina de Aguiar Ismerim dos Santos, ou Elayne Aguiar(apenas com um y para dar um certo charme...rs) e alguns codinomes para que sendo assim não precise expor pessoas a quem frequentemente são alvos de minhas inspirações.
E a estas pessoas não desejo pêsames, desejo vida, que se reergam, acreditem que há luz no fim do túnel, que procurem ajuda psicológica ou psiquiátrica. Falo por mim, "acho " que não sou louca, mas tomo fluoxetina todos os dias e faço análise, vai que meus surtos acentuem-se, quem viverá por mim? Quem criará meus filhos, quem será eu? Somos únicos e o dom da vida é o mais precioso...deste eu não abro mão! Talvez da escrita sim, mas da vida não...

PS: E ainda tem os que tecem comentários: Lindo texto! Um pouco triste, mas parabéns! E a pessoa do lado de lá prestes a se enforcar...
rsrsrs Eta povinho medíocre e hipócrita!

Um comentário:

  1. É uma linha muito delicada a que separa o autor do personagem. Delicada e difícil de ver ambos os lados. Eu me lembro de Augusto dos Anjos, de Siney Muller, de gente cuja inquietação e tormento mental não couberam na pessoa nem no personagem levando ambos antes do tempo reservados para eles aqui na terra. Acho que toda a angústia é legítima, mas se há vontade de viver precisa tratamento além do que é colocado no papel. Gostei desta reflexão, Elaine, embora não seja um tema gostoso de ser tratado. Meu baraço. paz e bem.

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