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No mundo

agosto 16, 2010

Sobre amor e paixão II


..Amores a distância são sempre intencionais e talvez os ideais, nos trazem liberdade e nossa própria privacidade- gosto bem disso. Liberdade, privacidade e talvez amores a distância, não sei bem ao certo ainda, nos trazem novas verdades, novas ilusões e o antigo e vertente sabor da paixão.
Paixão de corpos que mutuamente se atraem e anseiam por um menor e breve toque, ainda que seja. Corpos físicos cheios de luxúria e concuspiscências... acumuladas e resguardadas ao seu amor. Pode parecer loucura,mas paixões deste tipo talvez suportem muito mais do que alguma que esteja ao seu lado. Talvez o que divida esses corpos sejam estados, países, fronteiras ou mares e até mesmo oceanos ou continentes. Mas sua sofreguidão e desejo ardente talvez sejam indivisíveis.
Ah! Amor platônico, volto a falar dele! Não se sente mais vontade de outro alguém! Este não precisa ser a distancia, mas deve ser transbordante e metafísico, quase que espiritual...alucinante, quieto e sofredor. Decididamente o mais enlouquecedor, inebriante, autosuficiente,somos nós que o sentimos e sendo assim nos inspiramos, tornamo-nos coerdeiros de seus dissabores, porque os maiores herdeiros são nossos próprios corações. Nos tornamos "fakes" de nós mesmos, absorvendo personalidades múltiplas ao anunciarmos ao nosso próprio eu o quão loucos e desprezíveis somos por alimentarmos um amor deste tipo.
Loucos e sábios...e loucura e sabedoria me fazem lembrar Paulo de Tarso e seu amor de Corintios 13 , que tudo pode, tudo crê, tudo sofre, tudo suporta, tudo espera,não se envaidece, não se ensoberbece, não é invejoso, não se vangloria...
Ah! Amores indômitos, amores "indolentes", incoerentes, destes tenho ojeriza.
Insanos e decadentes- mantenha-me afastada!
Paixões de verão-quentes
De inverno-as melhores
Primavera-prenúncios de um amor vindouro
Outono...não sei mais...
Já amei muito

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