Pesquisar neste blog

No mundo

agosto 12, 2010

Já dizia Karl Marx:" A religião é o ópio do povo"


Se for visto "antropologicamente" considero que as mensagens de todas as religiões tornam-se elementos domesticadores, com seus paradigmas, conceitos e visões. Longe de mim querer atacar muçulmanos, judeus, hinduístas ou cristãos, ao contrário; tenho profundo respeito e também creio ferozmente em Deus, não sou ateia, sou cristã. Mas o que me impressiona hoje e muitas vezes até mesmo me afasta é a "gama" de "falsas teologias", falsos conceitos, falsas verdades, falsos valores e falso cristianismo. Um cristianismo enlatado em que você muita das vezes "pode comprar" ou no cardápio escolher. Confesso que a minha teologia hoje é liberal, mas já fui fundamentalista sim, mas não consegui absorver e assimilar toda a magnitude idealizadora que ela me trouxe. É muito para mim, sou livre! Meu conceito de Cristianismo é outro: Eu sou livre! Em minhas escolhas, no que faço, o que quero seguir e expor. Mas quero deixar claro: A mensagem do evangelho para mim não é elemento discriminador e excludente. É para todos- evanguélion em grego e que significa Boas Novas. No passado sim, talvez tenha sido imposto um fardo muito pesado.
Dentro do que se tem hoje acredito que essa domesticação esteja defasada. Você percebe diferentes modos teológicos e culturais de pensar,níveis sociais mesclados e até porque o que realmente domestica não é a igreja, o pastor, o padre ou o rabino. Não é também o evangelho; é a própria religião no sentido literal-religar homem a Deus- O ser humano tem necessidade de realizar-se espiritualmente, nasce e cresce com esta necessidade inerente; talvez isso sim, seja domesticador. E quanto aos céticos, ateus e agnósticos, que talvez não o façam, ou não o percebam, estes sim ,considero os verdadeiros discriminados de toda essa "sociedade religiosa" em questão.

2 comentários:

  1. Elaine,isso mexe tanto com a gente que eu havia lido um texto de um amigo a esse respeito e vi que as convicções dele não se sustentavam. Ele estava num dilema de um tamanho que lhe consumia até quase a sanidade. Então, como é difícil discutir essas questões pacificamente fiz um poema onde externei o que penso. Aproveito esta ocasião em que você foi brilhante na sua perspectiva e apresento-o a você como comentário de seu texto. Meu abraço. paz e bem.

    MINHA FÉ
    Da fé sou tributário.
    Há um Deus que não se explica
    nos livros dos homens.
    Não sou um conjunto, apenas
    parte de um elemento que, se não é divino
    busca para além da ciência
    o que ela por si não elucida.
    Cria hipóteses
    se assombra com testes
    resultando em tão mágico feito,
    que lança nova partida a cada chegada.
    As religiões de que serviram à humanidade?
    Não aproximou os homens,
    Do contrário:
    os põe em posição de defesa e ataque,
    com garras feitas de versículos.
    Sou aprisionado em mim se escolho uma criação feita de um toque celeste
    não consigo ser libertado nem libertário se nego todo esplendor que a natureza
    por osmose não consegue fazer sozinha.
    Nesse dilema, Deus é meu pensar e agir.

    ResponderExcluir
  2. E sabe o que acho mais interessante, falando de ateus? Acho sinceramente que eles tem mais fé que a gente,acreditando em suas teorias de criação humana e universal..é mais fácil para nós acreditarmos em um Ser Supremo que fez todas as coisas em piscar de olhos, ou melhor, alguns dias.Bjo e obrigada! É lindo seu poema!

    ResponderExcluir