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No mundo

agosto 22, 2010

Heterogêneos- sonho e realidade(cont "Foi sonho novamente")


Bem, na verdade este conto é uma continuação do "Foi sonho novamente". resolvi estendê-lo e tentar entendê-lo...pois se eu nao tivesse acordado do sonho talvez ele tivesse tomado outros rumos , mas com certeza sei que os personagens seriam os mesmos...eu e Polux, Polux e eu. Isso é uma conjectura, então vou fingir que nao despertei e a continuação seria mais ou menos assim:

"...E ele se foi...fui avistando-o cada vez mais longe, a poeira novamente tornou a levantar...agora nao mais caminhonetes e cenário mexicano (ou americano, nao sei ao certo). Quando olhei para os lados estava em pleno trânsito caótico carioca,exatamente na Linha Amarela-via que faz acesso de Bonsucesso a Barra da Tijuca. estava dirigindo e quando olhei para minhas vestes percebi que estava em direção à praia. Pensei: Bem, melhor assim, então vou aproveitar e tomar um sol, espantar essa palidez e cansaço, quem sabe um por de sol, uma água de coco e uma bela caminhada...
Senti a brisa leve e afável em meu rosto novamente, agora fresca e com cheiro de mar...mar revolto em tempos de fim de inverno, mas com sol e calorzinho típicos do Rio. Tentei entrar no mar, mas tive que me contentar com a beirinha e com as ondas fortes que batiam e espumavam na areia. Resolvi então tomar sol e depois caminhar,foi quando avistei o mesmo rapaz da "rumba", pasmen! Surfando..com outros rapazes. Corri em direção ao mar e sem entrar comecei a acenar, fazer-lhe sinais! tirei a canga, chacoalhei-a para que ele pudesse me avistar..e avistou!
De sorrindo que estava e sentado na prancha logo ficou sério, como se também há muito estivesse me procurando. Deitou de peito e começou a remar, até na praia chegar...seus olhos estavam radiantes, os meus brilhantes, azuis ou verdes, linda cor. Entao seguimos até o cume de um pequeno monte que ali se encontrava, estávamos numa reserva biológica , o sol ja se transformava: estava visível e audíveis eram as ondas que teimavam em bater nas pedras e nos alcançar em pequenos jatos gelados. Apenas demos as mãos e quem via Polux e eu avistava um casal feliz, rindo, conversando, brincando. Ele deitou em meu colo, ainda com blusa de neopreme e bermuda, eu apenas bikini e um short, deitou e ficou me olhando , rindo, eu fazendo carinhos em seus cabelos. Conversamos horas a fio, o sono foi chegando novamente... aquela imagem se dissolvendo em partículas que transformaram-se em poeirinha colorida, foi voando, eu ja quase dormindo, tentando pensar na continuação, mas não dava. E de repente senti pequenas "pedrinhas" batendo em minha janela e uma vozinha assim: Pandorinha! Pandora! Acorda, to aqui!Desce! olhei pela janela e era ele...Pólux!....ahahahahahahaha

(continua talvez)

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